“Nova formação do Anjos de Resgate”

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Com certeza quem conhece os Anjos de Resgate, e quem sabe até já teve oportunidade de ir em algum show destes ministros de música, sabe o peso desta notícia. Primeiramente soando como uma traição, ou como algo ruim. Como algo bom que passou.

Mas, não passou, pois se renovou. Não leia a notícia abaixo apenas como uma notícia, mas perceba a forma com que Eraldo Mattos fala dos Anjos de Resgate. Reflita na sua vida se você tem encarado as mudanças desta maneira, e tão disprendido como Eraldo.

É. Precisamos estar abertos ao que Deus prepara, pois as pessoas passam, mas coisas de Deus ficam.

Se você não conhece os anjos de resgate, pense na maior banda que você conhece. É o que eles são no meio católico (estou falando de uma banda católica, não de um cantor). Foram escolhidos para cantar para milhares de pessoas na vinda do papa Bento XVI ao Brasil, por exemplo.

Eraldo Mattos fala sobre nova formação do Anjos

Baixista exalta equipe de bastidores e diz que o Anjos é mais que uma banda: é um forte grupo de amigos.
Categoria: Entrevista

Após 8 anos de estrada, 6 CDs e 1 DVD gravados, vários Discos de Ouro e Platina e o primeiro DVD de Ouro da história da música católica brasileira, a banda Anjos de Resgate está passando por um momento de renovação. A primeira grande notícia desse processo foi o anúncio da saída do vocalista Dalvimar Gallo, em junho deste ano.

Após a surpresa inicial, a banda precisou se reorganizar e ir se estruturando ao longo dos diversos shows já agendados. A partir daí começou um tempo de experiências e decisões. Finalmente, no início de outubro, o grupo anunciou oficialmente a nova formação, com Marcelo Duarte assumindo vocal e violões, Maikon Máximo na bateria, Demian Tiguez na guitarra, Francis Botene nos teclados e Eraldo Mattos no baixo.

E foi justamente o baixista que conversou com o jornalismo da Codimuc. Eraldo Mattos falou sobre o processo de escolha dos novos membros, a chegada de Demian Tiguez e Francis Botene na banda, o novo momento que o grupo vive, os shows, a reação do público e a mistura de estilos.

Vocês anunciaram a nova formação da banda Anjos de Resgate, que está recebendo o Francis Botene e o Demian Tiguez, ex-integrantes da banda Ceremonya. Como foi esse processo de escolha dos novos integrantes? Houve testes, como aconteceu?

Eraldo Mattos – Foi interessante, porque primeiro a gente nunca imagina que vai ter que trocar alguém numa banda (risos). Sempre que a gente monta uma banda, acha que é para sempre. E não é assim, as coisas evoluem… Era um sonho a gente manter aquela formação inicial. As pessoas às vezes falam assim: “Nossa era tão lindo!”. Mas a vida é assim, as coisas caminham e as mudanças acontecem.

A mudança bateu na nossa porta mais de um vez, então quando o Dalvimar precisou sair da banda ficou aquela sensação de que havia um buraco ali, e um buraco grande. Nós consultamos muito o coração, falamos com Deus, falamos com as pessoas e parecia que o Senhor já tinha um plano ali.

Na primeira vez que a gente parou para pensar quem colocar na banda, a primeira pergunta foi: quem vai cantar? O Marcelo não queria cantar, por achar que seria muita responsabilidade. Mas não havia outro, então o Marcelo teve que assumir a voz principal da banda. Essa foi a primeira decisão.

Depois percebemos que ele cantando e tocando teclado ficava estranho no palco, então ele teria que sair do teclado para cantar. Aí começa um processo muito legal, que é o cara saber renunciar aquilo que faz. O Marcelo não é violonista, ele toca violão. Então ele renunciou ao instrumento dele para fazer aquilo que o ministério precisava. Esses processos são bacanas da gente falar. Então ele renunciou ao teclado e abriu um espaço, que era a guitarra. Só que como ele entrou no violão, faltavam a guitarra e o teclado.

O que fez vocês optarem por Francis Botene e Demian Tiguez?

Eraldo - O Anjos é uma banda que tem um perfil diferente. Então testamos algumas pessoas durante um tempo. Quanto à vaga no teclado, nós sabíamos que o Francis estava sem banda, então logo de cara pensamos nele. Na época, a gente até brincou que o ideal seria o Demian e o Francis, mas o Demian ainda estava tocando. Então chamamos o Francis para uma experiência conosco, que foi muito boa.

Depois começamos a fazer testes com alguns guitarristas. Nessa mesma época, surgiu a notícia de que o Demian havia se desligado da banda, então o convidamos para fazer uma experiência conosco. E realmente a identificação do público era maior com o Demian.

Para nós, ele era um cara diferente, dava aquela noção jovem que a gente precisava, porque muita gente falava: “nossa, o Anjos de Resgate são esses gordões, velhos…” (risos). Então ele tirava um pouco dessa imagem e também era um cara que vinha com um coração preparado para algo novo.

Então a entrada dos dois na banda foi algo muito de Deus, eles se encaixaram bem. Nesse novo, tem acontecido um processo de muita cura, muita partilha de vida, muita participação. E isso é bom.

Eles vieram de uma realidade mais voltada para o Heavy Metal. Como foi a chegada deles nessa pegada mais pop do Anjos de Resgate? E o que eles, com toda a bagagem que têm no Rock, acrescentam ao jeito de ser da banda?

Eraldo – Na época em que o Anjos de Resgate surgiu, eu e o Xandão também vínhamos do Cristoatividade. Metade da banda era roqueira (risos). Só o Dalvimar e o Marcelo que vinham de outras influências.

Eu acho que quando você serve a Deus, o estilo passa a ser secundário. Então qual é a meta primeira do Anjos de Resgate? Servir a Deus. Segundo: primar pela qualidade das coisas com que se está trabalhando e viver aquilo que estamos cantando.

http://www.rccpr.com.br/cascavel/wp-content/photos/anjos.jpg Quando alguém vem fazer parte disso, por mais que ele toque qualquer estilo que seja, ele vai se adequar ao nosso jeito de ser. Ao mesmo tempo, como carrega uma raiz musical, ele vai trazer uma evolução também para nós. A própria Igreja caminha assim também, o que seria da Igreja se existisse apenas um movimento? Então eu acho que o ministério é também essa mistura de ritmos e tendências, o que é muito salutar para a banda.

Os dois estão trazendo uma experiência nova. O Francis traz muito mais essa raiz de MPB, já que ele tocou isso durante muito tempo, do que propriamente do Heavy Metal. E o Demian traz esse estilo do solo em si, mas se você analisar a história das guitarras do Anjos de Resgate vai ver que elas sempre foram mais ousadas um pouco. Nas mixagens, sempre as guitarras chegaram mais, elas têm uma distorção, algo assim.

Agora é buscar o equilíbrio das coisas, é muito salutar essa injeção de sangue novo, de estilo novo, tudo isso para chegar exatamente naquilo que Deus quer fazer.

Como tem sido a reação do público nos shows que já vêm acontecendo com os dois novos integrantes? Vocês já têm recebido comentários sobre isso e qual tem sido a impressão do público?

Eraldo – Sim, temos recebido comentários (risos). É bastante interessante. É legal perceber uma coisa: uns 5%, que é a turma mais antiga, olham para o palco com cara de assustado: “Onde está o Dalvimar?” (risos). Alguns ainda chegam no fim e dizem: “Ô, meu, por que o Dunga não veio?” (risos). A formação que está na cabeça das pessoas ainda é muito a do DVD Mais que Amigos, com o Xandão, o Dalvimar… Então você tira de 3 a 5% do público que são assim. O restante não está nem aí, eles querem o Anjos de Resgate, querem aquilo que foi experiência na vida deles.

Então vemos que o público está reagindo muito bem, principalmente os músicos, que são formadores de opinião. Dentro da música católica, o músico tem um papel muito importante, porque ele forma as pessoas. Então quando você apresenta um Francis e um Demian, causa um impacto. Eles têm um histórico de muita humildade, e isso é legal, porque eles levam essa humildade para o palco. A música católica precisa dessa identidade que une talento e simplicidade, ser profissional e ser humilde, entendeu?

Nos shows, o assédio que tem acontecido das pessoas, querendo conversar, para saber de informação técnica, para partilhar a vida, tem sido muito legal. Porque o músico tem que apontar para Jesus, e o Francis e o Demian têm feito isso. Acho que o Marcelo na frente trouxe muita dinâmica. O show está mais movimentado, porém sem perder a espiritualidade. Então o público em si tem curtido muito essa alegria a mais que o Anjos está levando. Acho que tudo o que a gente já tinha continua e hoje nós temos um pouco mais de dinâmica e alegria no palco. Vamos dizer assim: o palco ficou mais leve, essa mudança trouxe essa leveza (risos).

- A banda está iniciando um novo momento, com nova formação, novo conceito, nova cara, e outras novidades que vêm por aí. Fala um pouco sobre esse tempo de novidades, qual a expectativa de vocês em relação a isso?

Eraldo – Nós somos fruto de uma virada de página na música católica. Eu acho que essa página virou no DVD do Rosa de Saron. Com a gravação do DVD do Rosa, houve uma mudança dentro da música católica. Pelo menos para mim e para nós que estamos ligados, que somos amigos e estamos no mesmo barco. Acho que o DVD do Rosa é um divisor de águas, é um marco.


Sem a gente se dar conta, foi justamente na época da gravação, em abril, que estava começando esse processo de transformação do Anjos de Resgate. Tanto que o Dalvimar havia sido convidado para participar do DVD, mas não pôde ir. E quem acabou indo de última hora? O Demian, que depois veio parar no Anjos (risos). Há coisas que vão acontecendo e a gente só vai juntando as peças depois. Ali, naquele momento, começou um divisor de águas que é importante na música católica e o Anjos está fazendo parte disso. Estamos mostrando algo novo e buscando também o que de novo está por vir.

Então hoje, se a gente pode definir uma cara nova para o Anjos de Resgate, isso se resumiria em um interesse muito maior em buscar pessoas para caminhar com Jesus Cristo, para caminhar dentro dessa espiritualidade da gente, e uma coisa que tem se tornado uma marca muito forte: a amizade. Hoje, não apenas a banda, mas toda a equipe é um grupo de amigos muito forte. Este ano serão ao todo 111 shows, é muita coisa. É uma intensidade muito grande, o convívio tem sido muito legal e o que eu pessoalmente espero, e acho que é o mais bacana disso tudo, é estar aberto ao que Deus quer. Se estamos em processo de mudança, não adianta falar que é isso ou aquilo, o Senhor vai sempre abençoar por onde você estiver andando. Acho que nós estamos recebendo essa graça e estamos trilhando um caminho. Deve vir algo que ele concretize e solidifique aí pela frente.

- Você falou que não só a banda, mas toda a equipe é um grupo de amigos. Algumas pessoas podem não saber, mas a banda Anjos de Resgate não é composta só pelos integrantes que vemos no palco, há toda uma equipe que viaja e evangeliza junto com vocês. Fala um pouco sobre cada uma dessas pessoas.

Eraldo – Eu acho que eles são a base do ministério, entendeu? Eu dou muito valor a quem não aparece. Se eu fosse colocar uma ordem de valores, primeiro viria o público, que na minha opinião é a parte mais importante do Anjos de Resgate. Essas pessoas vão aos shows, escrevem para a gente, cantam junto, choram, riem, pulam junto com a gente, então eles são o mais importante.

Em segundo lugar, a equipe que trabalha conosco. Porque eles têm que primar por tudo para que a gente esteja bem para fazer a vontade de Deus, não apenas para que o show dê certo. Às vezes, acontecem acidentes: fura a caixa da bateria, queima equipamento, arrebenta corda e a equipe está ali. Eles são aqueles que motivam quando a gente está para baixo, que nos alegram, que estão juntos de nós. Eles são os que mais ralam. Por exemplo, uma vez a gente chegou numa cidade lá no Amazonas às 10h30 da noite de um domingo. Foi necessário montar equipamento rapidinho, porque o povo estava lá esperando. Voando, tivemos que ajustar tudo, ninguém tomou banho, ninguém comeu, entende? E não é um caso isolado, várias vezes acontece isso. Então eu acho que a equipe tem um valor primordial e a gente em todo show faz questão de apresentar.

A nossa equipe é o Haroldo e o Adriano, que são técnicos de som, o Abdias, que é técnico de iluminação, e o Ney, que é o nosso anjo, que cuida de todas as coisas. Os quatro têm um valor muito forte na equipe. E o pessoal da agência, que marca os nossos shows. Eles preparam tudo antes para que dê certo. Nós temos três pessoas lá que são Anjos e que às vezes ninguém sabe. Eles cuidam e planejam para que tenhamos uma logística que nos proporcione chegar na hora em todos os compromissos.

Às vezes o pessoal quer que a gente vá em duas ou três cidades no mesmo dia, mas se a gente vai fazer um show no Nordeste, a gente sai de casa à 1h da madrugada, para despachar o equipamento, que tem que ir três ou quatro horas antes, tem que fazer o check-in uma hora e meia antes do embarque, por causa dos instrumentos que vão na mão. Então quando você pensa que saiu de casa à 1h da madrugada, para pegar um vôo às 8h da manhã, aí viaja. Chega lá, pega uma van e chega na cidade lá pelas 3 ou 4h da tarde. Todo mundo acha que você acordou naquela hora, e na verdade você não dormiu (risos). E aí a gente tem que dar todo o gás na hora do show. Quem fortalece é a equipe. Então esse pessoal dos bastidores é muito importante. E por isso que nós somos Anjos de Resgate, porque resgatamos uns aos outros o tempo todo.

www.codimuc.com.br

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PARA QUEM PARTICIPA DE ALGUM MINISTÉRIO DE MÚSICA NAS COMARCAS:
São José, Esterito, Biguaçu e Ilha (Estado de Santa Catarina)

Dias: 16 e 17 de Agosto

Horários:
Sábado início às 14h, até às 18h,
Domingo das 08h às 17h.
(Retiro Aberto - voltar para dormir em casa).

Local:
Salão da Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Pe. André Gonzaga), no Bairro N. Sra. do Rosário, na Av. das Torres (em frente ao INMetro). São José.

Conteúdo da Formação: Escola Paulo Apóstolo.
Os Certificados de conclusão serão providenciados a RCC Nacional.

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